Blog Paulo Castelo Branco

LULA, O ESCAPISTA

 

Nos idos de 1950, no governo de Getúlio Vargas, foram construídas milhares de residências para funcionários dos institutos de previdência da União: IAPC, IAPTEC, IAPB, e tantos outros.

 

Meu pai era funcionário do IAPC e recebeu, para morar com a família, um apartamento no conjunto do Irajá, subúrbio carioca, naqueles tempos, lá nos cafundós do Judas. Os conjuntos eram separados pela então Avenida das Bandeiras que é, hoje, a Avenida Brasil.

 

A periferia das residências, por distante de tudo, acabou se transformando em reduto de marginais que buscavam refúgio em bairros pouco policiados. A polícia, como acontece até hoje, raramente está presente nas áreas que mais precisam dela.

 

Foi lá que conheci um dos príncipes da malandragem e da astúcia em provocar confusões e escapar sem ser detido. Era o “Chico Quiabo”; mulato esguio, cheio de trejeitos no andar, ágil nas brigas de rua e sempre armado com uma navalha. Quiabo, escorregadio, livrava-se dos inimigos com a ameaça da navalha, que só empunhava quando precisava encarar mais de dois homens até a entrada de mais gente contra ele; o malandro usava a capoeira para atingir e derrubar os que chegavam muito perto dele.

 

A confusão, quase sempre provocada por “Chico Quiabo” para não pagar a despesa do bar, só acabava com a chegada da rádio-patrulha que, com seus “chapéus-vermelhos” descia enfiando porretadas em qualquer um que ficasse no caminho. O personagem, ao perceber a chegada dos policiais, corria para a viatura e se sentava calmamente até o final da contenda. Os meganhas, que já sabiam da habilidade do espontâneo detido, riam da atitude, o levavam e liberavam nas proximidades do cemitério. Naqueles tempos, raramente a polícia prendia alguém envolvido em brigas de rua, só o faziam quando havia mortos ou feridos com gravidade.

 

Outro personagem interessante foi o ilusionista Harry Houdini que fez muito sucesso na década de 1920. Houdini, que começou a vida como trapezista em circo, se dedicou à arte da dissimulação criando equipamentos para oferecer à platéia a sensação de realidade em suas apresentações deixando o público extasiado com o resultado. Houdini ao longo da vida enganou imperadores, reis, presidentes entre outras pessoas de notável conhecimento, inclusive Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes e especialista em espiritismo. Doyle se aproximou de Houdini tentando convertê-lo, sem sucesso. Depois de famoso, Houdini, que também se exibia recebendo socos no abdômen, decidiu se especializar em se desvencilhar de amarras e passou a ser conhecido como “escapista”.

 

Estes relatos servem apenas para chegar ao ex-presidente Lula que, nos últimos tempos, quando percebe a aproximação da Lei e da Justiça faz como “Chico Quiabo” e corre para prestar depoimentos espontâneos nos órgãos de investigação das muitas operações do Ministério Público e da Polícia Federal, e sai declarando não haver viva alma mais honesta do que ele; o homem deve ter confundido as almas, pois, segundo a mídia ele possui uma adega recheada de vinhos especiais, dentre eles, talvez, o “Alma Viva”

Lula, não sendo pessoa investigada em nenhum dos inquéritos em apuração, segundo os investigadores, é, com certeza, um dos inocentes que mais depoimentos prestou; sem, no entanto, se livrar da desconfiança que as autoridades e o povo têm em relação ao seu envolvimento nos muitos malfeitos desvendados nos últimos 13 anos.

 

A cada semana surge uma nova denúncia e lá vai o escapista e ilusionista depor informalmente para dizer que não sabe de nada, que nunca conviveu com nenhum dos acusados, que não tem imóveis presenteados por empreiteiros, que a sua fortuna tem origem em palestras proferidas ao redor do mundo, que o seu filho é empresário de sucesso por seus próprios méritos, que nunca neste país existiu alguém mais honesto do que ele, que as insinuações contra ele são promovidas pela imprensa desonesta, que o “mensalão” não existiu, que o Zé agiu por conta própria e, por isto, merece estar em cana, e, como nos depoimentos que se presta às autoridades policiais, nada mais lhe foi perguntado, e aos costumes disse nada!

 

Sobre “Chico Quiabo”, dizem que morreu dentro de um caldeirão de galinhada; Houdini, não escapou de uns socos, desprevenido, foi espancado por um universitário e morreu de peritonite, e, Lula, continua escorregando e escapando das malhas da Justiça; até quando, não se sabe. Parece até alma do outro mundo!

 

Brasília, 27 de janeiro de 2016.

Paulo Castelo Branco.

Publicado no Diário do Poder – www.diariodopoder.com.br Autorizada a publicação com indicação da fonte www.blogpaulocastelobranco.com.br

HORA DE DIALOGAR  - Fonte: www.conjur.com.br

 

Com 350 mil audiências, semana de conciliação fechou 211 mil acordos

25 de janeiro de 2016, 21h35

A última edição da Semana Nacional da Conciliação, promovida entre os dias 23 e 27 de novembro de 2015, registrou 211.591 acordos fechados, com movimentação financeira de R$ 1,6 bilhão, depois de mais de 350 mil audiências de conciliação. Na comparação com o evento de 2014, o resultado da última semana foi 24% superior em número de audiências ocorridas, 41% maior em relação ao total de acordos, e superou em 32% a movimentação financeira, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça.

Na Justiça estadual, o número de acordos subiu 55%, passando de 120 mil, em 2014, para 187 mil no ano passado. A Semana Nacional da Conciliação ocorre todo ano e envolve a maioria dos tribunais brasileiros, que selecionam os processos com possibilidade de acordo para tentar solucionar o conflito. A iniciativa começou em 2006. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

 

MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO

O Brasil é hoje um país conflituoso. Os cidadãos brasileiros, convivendo com notícias escabrosas que lhes chegam de forma escandalosa e insuficientes, são induzidos ao entendimento de que governantes e autoridades estão ou estiveram envolvidos em atos de corrupção ou má-gestão da coisa pública.

A litigância passou a fazer parte dos negócios privados em virtude da desconfiança nas instituições. Desta forma, o Poder Judiciário passou a ser a solução por ser capaz de proferir decisões nas divergências contratuais e pessoais. Além disso, pela inoperância do Poder Legislativo, o Judiciário assumiu a função de dirimir questões de ordem administrativa e políticas das casas legislativas.

A decisão de litigar acarretou o acúmulo de processos e a impossibilidade de julgar com rapidez as demandas; desse modo, hoje tramitam na Justiça mais de 100 milhões de processos o que, evidentemente, atravanca o andamento e a celeridade na solução dos conflitos, favorecendo litigantes de má-fé que se aproveitam dos inúmeros recursos para protelar decisões por mais de dez anos.

Apesar de todos os males, o Congresso Nacional, acossado pela pressão popular, tem produzido legislação que, talvez, possibilite melhor solução de litígios.

Em dezembro de 2015, entrou em vigor a Lei nº 13.140, de 26.06.2015 que regula a mediação e a conciliação na solução de conflitos entre os cidadãos, e, mesmo, entre órgãos do poder público.

Além da Lei nº 13.140, o novo Código de Processo Civil que entrará em vigor no dia 17 de março deste ano autorizará a Administração Pública a adotar a conciliação e a mediação tanto nas questões judiciais, quanto nas extrajudiciais.

É evidente que o administrador público estará sempre preocupado com as suas responsabilidades nas propostas de acordos extrajudiciais, tendo em vista a possibilidade de contestações por parte do Ministério Público ou dos Tribunais de Contas; no entanto, a participação dos órgãos fiscalizadores nas tratativas, validará a negociação.

Quanto aos particulares, a nova legislação permitirá que litigantes busquem a solução da mediação e da conciliação para obterem rapidamente e com custo baixo uma decisão final sobre suas pendengas.

Com a entrada em vigor do Código de Processo Civil, a sociedade espera que os governos limitem as suas ações judiciais que, na verdade, são as que mais atravancam os escaninhos dos tribunais.

A máxima “Mais vale um mau acordo do que uma boa demanda” deverá ser fortalecida com a participação de mediadores e conciliadores qualificados permitindo que, afinal, o Judiciário se dedique a questões de interesse geral, deixando para as negociações particulares as pendengas pessoais e empresariais.

Brasília, 25.1.2016 Paulo Castelo Branco.Publicado no “Diário do Poder” www.diariodopoder.com.br - autorizada a publicação com indicação da fonte www.blogpaulocatelobranco.com.br

BARRIGA TANQUINHO

Não havia percebido que o seu abdômen estava estufado. Foi sua mulher que o repreendeu ao encontrá-lo, nu, à frente do espelho. Ela acabara de chegar da academia como corpo suado de tanta malhação. Eram da mesma idade, mas ela aparentava ter no mínimo dez anos menos que ele. Riu da reclamação afirmando que barriga era sinal de prosperidade.

No trabalho, abrindo os e.mails, foi até a pasta de spam para verificar se alguma mensagem importante não caíra na pasta indevidamente. Observou que a cada três e.mails, um oferecia algum método para perder a circunferência abdominal e passar a desfilar com uma “barriga tanquinho”.

Um deles chamou a sua atenção, e, sem medo de que fosse vírus, o abriu para conhecer a maravilha oferecida que prometia: “Aprenda o que realmente funciona para ter um abdômen definido!”

No conteúdo da mensagem vinha a orientação ensinando que a barriga cresce porque as pessoas comem os alimentos errados e fazem exercícios inadequados.

Ficou cismado de como os especialistas descobrem com facilidade os endereços dos barrigudos e insistem em fazê-los mudar a rotina para serem mais saudáveis. Lembrou-se de Eduardo, um velho amigo que decidiu melhorar as suas condições físicas e acabou se mudando para o andar de cima após seis meses de academia. Morreu com excelente aparência, corado, com um sorriso nos lábios e o terno largo.

Guardou o e.mail e, no fim do expediente, passou na pizzaria predileta, bebeu dois chopes e comeu uma calabresa média, prometendo que, na próxima semana iria iniciar um regime para perder a gordura que incomodava a esposa.

Deitado na cama fez uma lista de medidas que iria tomar para surpreender a companheira:

1 – Só comer alimentos light ou diet.

2 – Fazer 100 abdominais e 200 flexões como aprendera durante o serviço militar.

3 – Caminhar diariamente alternandocorridas a cada 200 metros.

Dormiu satisfeito com a decisão.

Levantou cedo, colocou o velho tênis, camiseta e bermudas. Comeu um pote de iogurte, uma fatia de mamão e saiu. Demorou mais do que o esperado e não conseguiu concluir o percurso predeterminado. Encontrou amigos, combinou almoço na sexta-feira e voltou para casa. No chão, fez dez abdominais e cinco flexões. Ficou exausto.

No escritório abriu o e.mail e leu que os alimentos que escolheu podem estimular o corpo a acumular mais gorduras e recomendam buscar nutricionistas para programar alimentação adequada. Viu, ainda, que exercícios chatos e repetitivos e sem acompanhamento profissional podem causar lesões graves. No fim da propaganda, a recomendação: “Defina o seu abdômen agora mesmo!” Considerou propaganda enganosa e marcou uma consulta com seu médico, não queria seguir o caminho de Eduardo.

Paulo Castelo Branco.

Publicado na revista Medicina Social dezembro 2015. Autorizada a publicação com indicação da fonte  www.blogpaulocastelobranco.com.br

O INTELECTUAL E O ILETRADO

Dizem por aí que um tal de Lula autorizou seus lacaios a procurar Fernando Henrique Cardoso para uma conversa sobre o futuro do Brasil.

O primeiro enviado especial deve ter batido com a cara na porta. Os demais talvez não tenham passado da portaria do prédio, onde o porteiro, ao saber da intenção do tal de Lula, deve ter  oferecido um exemplar do " Diários da Presidência - 1995-1996" e recomendado que o tal de Lula, se tivesse disposição,  verificasse nas páginas do volumoso exemplar, o que FHC, naqueles tempos, gravava sobre o ex-político que participara de grandes momentos da redemocratização do país.

A primeira menção a Lula  é de uma conversa de FHC com o Francisco Weffort à época da formação do ministério: Disse Fernando Henrique  - "Olha, Weffort, acho que seria muito importante nós mantermos uma relação muito fluida com o PT porque há problemas nacionais que nós temos que levar em conjunto" Weffort, respondeu: - " Você sabe, eu estou muito distanciado das posições do PT, já disse isso ao próprio Lula".

Pela conversa, é fácil notar que FHC, desde sempre, queria manter relação política com o então líder do Partido dos Trabalhadores que, derrotado, mantinha, por parte do presidente, prestígio.

Em seu relato sobre uma manifestação da Central de Movimentos Populares, capitaneada pela CUT, FHC faz o comentário da hora: " O Lula posando outra vez de herói nacional e, no "Estado de São Paulo", a fotografia dele na coluna da Cristiana Lôbo com uma frasezinha: " Ser professor de ciência política não significa saber política. Enfim, essa coisa deprimente, essa mediocridade que faz com que gente que não tem proposta para o país encontre acolhida na mídia. Bobagens ditas com ar de grande sabedoria. Enfim, o que podemos fazer? Nascemos aqui, vamos enfrentar o Brasil tal como é. O mundo é assim."

Pois é, como já disse nosso poeta Drummond, "Mundo mundo vasto mundo, se eu me chamasse raimundo seria uma rima, não seria uma solução". As falas de FHC sobre o Brasil de hoje talvez fiquem para a posteridade, pois o ex-presidente ainda tem muito a publicar sobre o seu período de governo, o que, com certeza,  irá desmascarar o causador do maior desastre político em tempos democráticos do Brasil. Como Fernando Henrique poderá conversar com Lula sem deixá-lo ouvir as gravações que fez sobre o operário que ficou rico, fazendo palestras sem nunca ter se dedicado à leitura e à reflexão?

O mal que Lula causa e causou ao Brasil, não só no momento atual, mas, especialmente quando se travestiu de deus e achou que havia criado o céu e a terra, é o ponto complexo de uma impossível conversa republicana.

A corja que o acompanhava e que hoje vive sob  custódia judicial recebem do líder as melhores referências e homenagens como se fossem revolucionários em busca de novos tempos para o povo; de fato, o que os governos do Partido dos Trabalhadores ofereceu  foi uma festa em que os convidados se empanturraram de comida e bebida e, no final, tiveram desarranjo intestinal e acabaram em coma. É assim que os eleitores do grande programa social se sentem; e não só eles, também os demais brasileiros, mesmo sem participar do banquete, ficaram doentes só de olhar o desatino praticado por Lula e Dilma.

A presidente, que imaginávamos afastada da corrupção e da roubalheira, se tornou refém do tresloucado Lula, e, agora, não pode nem renunciar à presidência, pois, se o fizer, e Lula for preso , certamente o seu mentor,  para reduzir a sua suposta pena, aceitará uma proposta de delação premiada e carregará até as profundezas do pré-sal os seus mais fiéis companheiros, inclusive ela. O foro privilegiado é uma excrescência, mas, nesta hora, serve para prolongar um pouco mais o poder.

Paulo Castelo Branco.

Publicado no “Diário do Poder” em 23 de novembro de 2015.

www.diariodopoder.com.br www.blogpaulocastelobranco.com.br

BREAKING THE SILENCE

Caetano Veloso publicou, na Folha de São Paulo em 8 de novembro, artigo em que relata a sua viagem a Israel e à Cisjordânia. Caetano diz que recebeu pressão para não se apresentar em Tel-Aviv por conta da política de opressão aos palestinos e ocupação de suas terras por israelenses.

Como presidente da “Comissão Paz na Palestina”, do Conselho Federal da OAB, estive em visita à Palestina a convite da Palestinian Bar Association e, juntamente com o advogado Carlos Mário Velloso Filho, constatei a dura realidade daquele povo milenar que sofre, a todo instante, a intervenção da força militar israelense contra os seus jovens. São estes jovens, hoje chamados de “terroristas”, que crescem sem expectativas de liberdade e democracia; desde a infância têm seus passos controlados à força bruta e, quando se sentem fortes o suficiente para enfrentar meninos israelenses que, desde a infância, são preparados para dominá-los, saem às ruas para apedrejar os soldados armados até os dentes.

O confronto é inevitável; não que todos desejem que assim seja. Na verdade, existem israelenses que lutam pela desocupação das terras palestinas e buscam a paz. A paz que o mundo prega para a região, exceto o dirigente israelense e o seu pequeno grupo de radicais que insistem em destruir as famílias palestinas e os seus bens materiais.

O grupo de ex-militares israelenses que comanda o “Breaking the Silence” (facebook.com/BreakingTheSilenceIsrael/) nos acompanhou às cidades sitiadas, como Hebron, agora visitada por Caetano e Gil. É desolador ver a dureza do tratamento dado aos visitantes estrangeiros que se aventuram, como nós, a percorrer as ruas desertas da velha cidade.

É impossível acreditar que o governo de Israel, com o poderio bélico que possui, se possa mostrar atemorizado com as reações de palestinos que decidem morrer em prol do futuro de seus filhos. Não há que se falar em apoio às ações tresloucadas de indivíduos que praticamente se imolam ao atacar inocentes nas ruas de Israel. Mas as condições impostas por Israel são degradantes e provocam o rompimento de tentativas de moderação de autoridades mundiais que se desdobram em busca da paz na região.

O incrível é que os ditadores modernos continuem a oprimir a maioria de seus cidadãos e se apresentem ao mundo como democratas e defensores dos direitos humanos. Na verdade são déspotas que só pensam na realização dos seus feitos e vivem cercados de seguranças que impedem o povo de atingi-los e retirá-los do poder.

São governantes que corrompem, eliminam adversários, causam guerras e, quando as ganham, devolvem ao seu povo cidades destruídas e famílias marcadas pelas perdas dos entes queridos. Eles, afinal, entram para a história como cruéis personagens que nada de importante construíram.

Caetano, em seu texto, diz-se impressionado com a posição Yeshayahu Leibowitz cientista e religioso, que se posicionou contra ministro da Suprema Corte israelense que tinha tornado legal a tortura de indivíduos árabes para fazê-los falar e, assim, manter Israel protegido.

Diz Caetano: “Leibowitz não apenas foi um religioso que defendeu a separação entre religião e Estado e se antecipou aos inimigos de Israel ao detectar aspectos nazistas na política do país, mas também, mantendo-se sionista, opôs-se violentamente à Guerra dos Seis Dias e, mais ainda, à invasão do Líbano. Foi também pioneiro em fazer o paralelo Israel/África do Sul. Gosto de Israel fisicamente. Tel Aviv é um lugar meu, de que tenho saudade, quase como tenho da Bahia. Mas acho que nunca mais voltarei lá”.

Caetano abriu o caminho para que outros artistas também visitem Israel e a Cisjordânia e saiam de lá não com vontade de não mais voltar, mas com o propósito de retornar para defender a terra e os povos que simbolizam a redenção do ser humano. É ver para crer!

Brasília, 10 de novembro de 2015.

Paulo castelo Branco.

Publicado no Diário do Poder em 11.11.2015  - Autorizada a publicação com indicação da fonte. www.blogpaulocastelobranco.com.br

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Todo Homem nasce livre e, por toda parte, encontra-se acorrentado.
(Rousseau)


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